Pressão de grupo, estereótipos e desumanização

 


        A pressão de grupo, os estereótipos e a desumanização tiveram um papel extremamente importante na psicologia de obediência e durante toda a Segunda Guerra Mundial, visto que eram algumas das estratégias mais utilizadas para que os soldados cumprissem com as ordens que lhes eram dadas pelos seus superiores.

        A pressão de grupo refere-se à tendência de ajustar comportamentos e crenças para se alinhar a uma figura de autoridade ou a um grupo ao qual se quer pertencer ou no qual já se esteja inserido, por medo de existir algum tipo de punição, rejeição ou isolamento social.

        Os estereótipos são muitas vezes associados ao género, raça, classe social ou outros, e ajudam a lidar com diferentes pessoas sem que seja necessário conhecê-las verdadeira ou individualmente. Assim, estes serviam para justificar os atos cruéis cometidos. No enquadramento da obediência, por um lado, as pessoas tendem a associar poder a competência, o que nem sempre é real. Este pensamento leva a uma maior aceitação de ordens sem questionar. Por outro, os grupos aos quais a vítima pertence influenciar e justificar a obediência, especialmente se esse grupo for visto como inferior ou uma ameaça para a sociedade.

        A desumanização trata-se de um fenómeno complexo que envolve a perceção de um indivíduo ou grupo de indivíduos como menos humano, negando-lhes traços humanos e comparando-os a objetos ou seres inferiores, diminuindo dessa forma a sua dignidade. Isto permite que ações prejudiciais e injustas sejam justificadas, já que as vítimas são percebidas como menos dignas de compaixão.

Comentários